História

Mais um dia quente, pudera mês de fevereiro de 1936.

Há um encontro marcado no Bar do Alemão para o qual vêm Victor Barbosa Guisard, Ruy Pinto, Carlos Herculano Inglês de Souza, Paulo Florençano, Raul Guisard e Arthur Audrá.

Eles chegam, trocam cumprimentos, deixam os chapéus e fazem o pedido, chopps.

Por um instante ficam em silêncio, observam o cenário:  nas ruas poucos Fords; os senhores trajando calça, camisa, colete, paletó e chapéu acompanhavam suas senhoras às compras. Elas sempre elegantes, com seus vestidos, chapéus e a bolsinha de mão. 

Na Praça da Catedral, o coração da cidade, rodas de amigos discutiam o assunto do momento, ou seja,  os problemas causados pela Grande Depressão que atingiram violentamente a valorização do café e demais preços agrícolas.

Chegaram os chopps. Brindam. Depois do primeiro gole, iniciam a conversa. Cujo tema é a situação dos clubes da cidade.

Como frequentadores assíduos das quadras de tênis do Esporte Clube Taubaté,   todos eles sentem falta de outros esportes.  Empolgados, começam a planejar a fundação de mais um clube na cidade.  Victor logo recomenda um terreno no caminho de Quiririm, ao lado do campo de aviação.  Com tanto entusiasmo,  os seis amigos deixaram o bar naquele instante e juntos seguiram para o terreno.

Deslumbrado com o lugar, Carlos Herculano até sugere um nome “Taubaté Country Club”, que foi aceito pelo grupo.  A ideia estava tomando forma.  Surge a questão: Qual seria a freqüência, tamanha a distância e a falta de automóveis?  Nas fisionomias, dúvida e preocupação. Desistem do terreno, mas continuam a  procurar o local apropriado.

Num dia, Raul Guisard, enquanto caminhava e pensava na questão do novo clube, avista o terreno ideal para a realização do sonho: Rua das Palmeiras, centro da cidade. Grande expectativa traz de volta o ânimo. Ansioso quer encontrar os amigos para contar a novidade e marca com eles outro encontro no Bar do Alemão.

Quando Raul Guisard revela a novidade, a alegria foi geral. Mais um chopp foi servido para o brinde especial, ao Taubaté Country Club.

Na praça, no Bar do Alemão, no barbeiro, nos escritórios e nos encontros depois da missa, o assunto é o mesmo: o novo clube. A sociedade acredita e apoia a ideia.

Dia 16 de julho, a movimentação rumo à mercearia do seu “Miranda” aguça os curiosos. Um grupo de taubateanos sobe os degraus da escada do Edifício Miranda, rumo à sala sete do Dr. Avelino. Confirmadas as presenças,   Raul Guisard inicia  mais uma reunião cujo objetivo era concretizar a ótima ideia da fundação de uma sociedade esportiva, de cultura física e intelectual, sonhada antes por um grupo de abnegados esportistas e que recebia naquele momento o apoio integral da sociedade taubateana.

Assim foi criado o Taubaté Country Club.